
Patrice LE THIEC HUET
Psicólogo Clínico • Psicoterapeuta • Especialista em Trauma • Osteopatia • Medicinas Holísticas
Chamo-me Patrice LE THIEC HUET, sou Psicólogo Clínico, Psicoterapeuta especializado em tratamento de trauma, Osteopatia e Medicinas Holísticas.
O Início de Tudo
Tudo começou no dia em que me esqueci de comparecer a uma prova universitária! Já passava do meio-dia, quando tocaram a minha porta e uma amiga, estudante de Licenciatura em Filosofia, indagou-me preocupada: « Mas onde é que estiveste? Tivemos uma prova esta manhã! »
Claro que não passei na disciplina. Nem na segunda chamada, aliás! E para completar, tinha que partir para alistar-me ao serviço militar obrigatório. Devo confessar que a ideia de ficar trancado numa caserna durante quase um ano não me agradava em nada!
Por isso, optei por uma objeção de consciência (na época, duplicavam a « pena » para convencer-nos do contrário). Foi assim que tive a oportunidade de passar dois anos numa companhia teatral para jovens. E gostei tanto que acabei por ficar lá sete anos. Há piores casernas, não é mesmo?
1. Meu Caminho para a Psicologia
« Aprendi que sempre que ignorasse a minha voz interior, como alguns a chamam, arrependeria-me. »
Alguma vez já sentiste algo ou escutaste tua mente dizer: « espera um pouco, não seria muito mais lógico fazer dessa maneira? » Trabalhava nesse teatro, tentando trilhar o meu caminho, mas parecia que a vida me acenava: « não, este não é o teu caminho ».
No entanto, eu continuava, tinha 24 anos. Faltava-me somente uma disciplina opcional de Filosofia para obter a Licenciatura (Bac+3). Era tolice não terminar… Eis então que regresso à Universidade.
Pesquisei o que a Universidade oferecia e encontrei uma disciplina de psicologia, segundo o método autobiográfico (sempre gostei de escrever), e aulas de psicologia clínica. Sim, é preciso ousar para avançar, « correr atrás » para obter o que se quer, isso também foi uma lição essencial. E… a psicologia agradou-me!
2. A Osteopatia e a Psicologia
Como é possível tornar-se psicólogo e interessar-se também pelo corpo, pela sua estrutura, pelos seus órgãos, pelas suas vísceras e até pelo crânio? Tudo começou com uma mentira! Estratégica, é verdade, mas ainda assim uma mentira!
Enquanto fazia os meus estudos de psicologia, inscrevi-me numa escola de psicoterapia. E foi aí que tive que ter cuidado com o que dizia quando estava na Universidade. Se queria tornar-me psicólogo, não deveria dizer que estava a frequentar um curso de uma prática terapêutica específica.
« Não sabiam que a coisa era impossível, então a fizeram » – Mark Twain
Foi assim que me tornei um psicólogo que também podia atuar ao nível da estrutura do corpo. E, no entanto, quase ninguém ousa dar esse passo! Se não incluirmos estas duas dimensões, como podemos esperar que uma estrutura corporal, habituada a permanecer numa lesão durante anos, possa libertar-se num piscar de olhos?
3. MINHA PRIMEIRA TERAPIA – Aprendendo a Sonhar
Como um psicólogo iniciou a sua análise pessoal? Fazendo uma psicoterapia? Isso seria o mais lógico, mas não foi o meu caso. Comecei o meu caminho pessoal aprendendo a Sonhar! Mas, atenção, não é qualquer sonho, mas o da viagem interior, ou que também chamamos de « viagem xamânica ».
Sim, a minha primeira terapia foi feita conectando-me, não à internet (que não era popular na época), mas à rede paralela da consciência, a do SONHO. E encontramos os mesmos princípios que na web: podemos ter acesso a tudo, basta saber como se conectar aos sítios corretos.
Durante o meu percurso xamânico, uma das primeiras coisas que descobri foi fazer contacto com o meu animal totem.
4. O ENCONTRO COM O SEU ANIMAL TOTEM
É a primeira chave que nos conduz ao autoconhecimento. Isso nos oferece a possibilidade de ter uma imagem de nós mesmos para alcançar e transformar em consciência. Através do encontro com uma representação de nós mesmos, temos a oportunidade de nos enxergarmos com nossas forças e qualidades.
Foi isso que aconteceu comigo, e é um aspecto sob o qual acompanho muitas pessoas. Éramos três amigos na faculdade de filosofia que compartilhavam essa paixão por esta « realidade paralela ». Este mundo simbólico do inconsciente coletivo, para fazer referência a Carl Gustav Jung.
5. O TRABALHO SOBRE O ARQUÉTIPO HUMANO
Não há melhor imagem de figura paterna que Merlin. É importante dizer que, de acordo com a nossa história pessoal, encontramos no nosso mundo interior os arquétipos e as Identificações Simbólicas que podem nos trazer o que mais nos falta.
Merlin foi para mim (entre os 20 e 22 anos) uma imagem paterna que veio preencher uma ferida e a ausência de um pai que nunca quis me reconhecer. Um pai que procurei (aos 36 anos), mas que me fechou a porta e, com ela, o reconhecimento paterno.
Curiosamente, ele morreu no dia do meu aniversário! Foi importante para mim fazer este gesto: estar lá e reparar o que não podia ter sido feito antes, por mim mesmo. Agora era a minha vez de AGIR, e a vida me permitiu fazê-lo.
6. AS FONTES DA MINHA PRÁTICA HOLÍSTICA
Falando sobre a minha prática nesses ensinamentos tradicionais, eis algumas pistas:
- O xamanismo na tradição Lakota (Sioux) e Quechua (Equador) com a prática da tenda de suor
- A medicina tradicional chinesa e taoísta com a digitopuntura e moxabustão
- Os ensinamentos da sabedoria de Hermes e os do Budismo Tibetano
- Todas as contribuições em práticas energéticas
Não podia ser apenas um psicólogo, pois « sou mais do que isso… » E penso muito sinceramente que a Psicologia precisa mais do que nunca se abrir para novos horizontes na sua prática e na sua maneira de pensar.
O CAMINHO COMEÇA!! A tua VEZ DE AGIR!
Convido-te a escrever a tua história, especialmente se tens dúvidas sobre a vida ou se estás em um momento de balanço ou diante de uma encruzilhada. Isso pode ajudar-te a definir o melhor caminho a seguir.
Além disso, escrever a própria história é, em si, um processo terapêutico que permite distanciar-se para vislumbrar mais claramente as questões importantes da vida.